terça-feira, 8 de abril de 2014

Menor é agredido por pedestres após assaltar idosa no Flamengo, Rio


Adolescente tentou fugir, mas foi impedido por moradores do bairro.
Ao ser detido, disse que o pai foi morto a tiros e só lhe restava roubar.

 

Menor foi agredido após roubar cordão de mulher no Flamengo (Foto: Daniel Silveira/ G1)


Um adolescente foi agredido por moradores do Flamengo, Zona Sul do Rio, após roubar um cordão de uma idosa na Rua Senador Vergueiro, nesta segunda-feira (7). O menor tentou fugir, mas foi impedido por pessoas que passavam na rua. Ele aparentava estar bastante ferido. 

O menor, que diz ter 13 anos, teria arrancado o colar de Celeste Monteiro, de 68 anos, por volta das 17h. Ele chorou após as agressões e foi detido por policiais militares, que foram acionados para o local. Segundo testemunhas, o jovem disse que o pai for morto a tiros e que não resta opção a ele a não ser não roubar. Não havia informações sobre outras passagens pela polícia do adolescente até 18h desta segunda.

Indignação
“Fizeram um círculo, deram uma coronhada e xingaram muito ele. Eu achei um absurdo, mas falaram pra eu levar pra casa e que ele tinha que morrer”, conta Ana Beatriz Ardissone, que passava pela rua na hora do assalto.

 Jovem não conseguiu fugir e foi detido por PMs (Foto: Daniel Silveira/ G1)


O caso é semelhante ao de outro adolescente, que foi espancado e preso por uma tranca de bicicleta a um poste na Rua Rui Barbosa, também no Flamengo, em fevereiro. O menor foi encontrado sem roupas por um morador da região. O Corpo de Bombeiros foi acionado para soltar o jovem e o encaminhou ao Hospital Souza Aguiar, no Centro.

A artista plástica Yvonne Bezerra de Mello, que chamou os bombeiros e a polícia, postou uma foto da cena na internet. Segundo mensagens recebidas por ela na postagem, o menor seria um assaltante conhecido na região.

Passagem pela polícia
Na ocasião, o adolescente, que já tinha passagens na polícia por roubo e furto, foi levado com lesões corporais para o Hospital Souza Aguiar, no Centro, mas acabou fugindo da instituição. Depois, o jovem se apresentou espontaneamente a um abrigo da Prefeitura, no Centro, e também prestou depoimento à polícia.

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS) informou por meio de nota que o adolescente acorrentado no bairro do Flamengo permaneceu por 11 dias na rede acolhedora do município. O jovem deu entrada na Central de Recepção Carioca espontaneamente no dia 1º de fevereiro. Ele foi encaminhado para uma casa de recuperação, onde estava sendo montado um plano de desenvolvimento individual para a reinserção social, mas deixou o local no dia 11 de fevereiro.

Também no início de fevereiro, 14 homens foram detidos no Flamengo, suspeitos de agressão a moradores de rua. Um adolescente foi levado à Delegacia do Catete, para fazer um reconhecimento por meio de fotos. No entanto, segundo a delegada responsável pelo caso, Monique Vidal, o jovem não identificou seus agressores em nenhuma das imagens.

Número de assaltos no Flamengo
O número de roubos no bairro do Flamengo aumentou. De acordo com a polícia, de outubro de 2012 para a mesma época de 2013, o número de assalto a pedestres mais que dobrou: aumentou de 82 para 186 casos na região. O Aterro do Flamengo é um dos locais mais visados por criminosos.


Fonte:  G1 - Rio de Janeiro-RJ  (Daniel Silveira Do G1 Rio)

Isso acontece corriqueiramente.
Nada de providencias por parte do Legislativo de nosso país.
Apreende o menor e ele volta a cometer os mesmos delitos e ninguém pode fazer nada?
O Brasil está acordando.

Comentário:   MSB 

 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Os militares nunca foram intrusos na história brasileira


foto

General responsável por comandar o Exército durante a transição democrática, a partir de 1985, Leônidas Pires Gonçalves, 94, não esconde seu ressentimento com a maneira como a ditadura é vista atualmente.
“A verdade é filha do poder. Nós, militares, nunca fomos intrusos da história. Mas, infelizmente, a história contada hoje é mentirosa. Há muita safadeza”, afirma.

O ministro do Exército do governo Sarney defende com ardor o golpe dado por militares e civis contra o presidente João Goulart, forma para ele de defender a “liberdade”. À época, Leônidas era tenente-coronel e, por isso, se autodefine como “um dos revolucionários históricos”.

general LeônidasLeia trechos da entrevista.

Folha – Passados 50 anos do golpe, por que o Exército ainda não fez uma autocrítica?
Leônidas Pires Gonçalves – O Exército não é intruso da história brasileira, mas um instrumento da vontade nacional. Atendemos aos apelos veementes da sociedade. Se as coisas continuassem como eram no governo João Goulart, não teríamos democracia nem liberdade. Sou muito feliz por ter nossa democracia, levamos 20 anos para chegar nela. Está pensando que não sou democrata? O episódio do comunismo no Brasil, do qual a revolução de 1964 faz parte, é contado de forma safada. Há safadeza histórica.

Não deveria haver uma análise realista do passado?
Dói para se acabar com um tumor. No começo da revolução, esperávamos confronto militar. Mas depois vimos que o dispositivo militar do governo Jango não existia. Jango, aliás, não tinha nada de comunista, era um bon vivant, fazendeiro. A revolução não é cartesiana. É uma aparente confusão, mas tem definição bem nítida. Cortamos na própria carne. Fizemos isso e ninguém lembra. Quantos oficiais foram cassados? Não sei, mas foram centenas.

Isso sem falar na cassação de políticos, torturas e mortes.
A esquerda dominou completamente o pensamento e a mídia. Sua geração foi impactada pelo veneno da esquerda. O Exército é poder moderador, garantidor da lei e da ordem. Evitamos a quebra do país. Ninguém fala o que eles [a esquerda] fizeram, preferem falar da bomba do Riocentro, quando dois idiotas fizeram aquilo. Fizemos uma coisa civilizada, chamada cassação, que é a mesma coisa do chamado ostracismo da Grécia. A revolução de 1964 foi absolutamente democrática. Não tivemos ditador, mas sucessivos presidentes eleitos. Votação indireta, mas não ilegítima. Todos eleitos pelo Congresso. Já vi que sua posição é meio esquisita.

Não havia liberdade, eram tempos de exceção.
Se houve algo, foi pressão política. Isso sim. Mas a revolução não matou ninguém. Eles [a esquerda] montam essas teorias, isso nos irrita profundamente. O que aconteceu é que a subversão virou radicalmente, o que era para fazer? Não se esqueça que toda ação tem uma reação igual. Eram canalhas, matavam, assaltavam bancos e joalherias, no caso do sequestro do embaixador [americano Charles Elbrick, em 1969], desmoralizou o Brasil perante o mundo. São canalhas!

A tortura o sr. reconhece?
Houve. Você não controla a raça humana. Não gosto de falar sobre o tema, não por não me orgulhar do Exército, mas acho que temos problemas maiores para ficarmos olhando para trás. Você quer parar o país por causa de quatro, cinco mortos? Ganharam no tapetão. Não querem falar da subversão, só falam de 1964 a partir do prisma da revolução. Mas a revolução não foi limpinha, também cometemos equívocos.

Por que o Exército ainda defende militares criminosos?
O militar cumpre ordens. Contra bandido, você não pode fazer outra coisa. Na hora da guerra, é matar. Não somos pacifistas na hora da guerra. O soldado é o cidadão de uniforme para exercício cívico da violência.

Por que a Comissão da Verdade incomoda tanto?
Por que a verdade, entre aspas, é filha do poder.


FONTE:      www.forte.jor.br   /    Folha de S. Paulo via Resenha do Exército

‘Eu era herói, hoje sou bandido’, diz capitão do exército sobre golpe de 64



Carlos Gomes da Silva

Carlos Gomes da Silva atuava no RS e hoje é vereador em Piracicaba (SP)

O capitão Carlos Gomes da Silva vivenciou o golpe de 1964, que ele chama de revolução, como sargento em São Leopoldo (RS). Hoje na reserva depois de atuar em Presidente Prudente (SP), Piracicaba (SP) e Campinas (SP), ele crê que o fim da ditadura também provocou uma inversão de papéis no imaginário brasileiro. “Eu era herói e hoje sou bandido. E quem antes era bandido virou herói.” O militar atua como vereador em Piracicaba.
Gomes não apoia grupos que pedem a volta da ditadura militar, mas crê que a história não mostra pontos benéficos da intervenção militar. “Não houve uma revolução, houve uma evolução, nós não podemos distorcer a história. Quando falam de tortura para mim, eu acredito que houve, mas nunca presenciei e nunca pratiquei. Minha preocupação sempre foi com a instituição militar.”
Atuando em um dos locais de maior tensão do golpe militar, Gomes recorda-se de ter sido chamado pelo comandante em São Leopoldo para anunciar o golpe. “Ele (o comandante) convocou todos e expôs a situação do país e perguntou a todos qual era o posicionamento. Alguns falaram que defendiam a Constituição, logo o presidente, e na minha vez eu disse que estava ali para seguir ordens. Uma parte foi para casa e eu fiquei.”

‘Melhor fase’
Integrado ao grupo de “revolucionários”, ou golpistas, o capitão relatou ter feito viagens para defender pontos estratégicos do estado e acompanhado manifestações pró-golpe em Porto Alegre (RS). “Foi a minha melhor fase no Exército, pois eu entrei do lado certo sem saber, apenas para cumprir ordens.”
Primeiro aluno durante o período de formação militar, vencedor de inúmeras medalhas em competições de tiro, condecorado com medalhas como as Estrelas de Bronze, Prata e Ouro por 30 anos de serviços prestados, a carreira de Gomes sempre foi ascendente e marcada pela atuação no Tiro de Guerra de diversos municípios.

‘Fim do rancor’
Sobre o período em que os militares ficaram no poder, Gomes crê que há um rancor entre a população e o Exército oriundo do período. Avaliando a ditadura, ele crê que se Artur da Costa e Silva, presidente entre 1967 e 1969 que entrou para a história por promulgar o Ato Institucional Nº 5, tivesse convocado eleições a imagem do militarismo seria diferente.
“Havia um pensamento do general Costa e Silva de passar para a democracia. Se isso tivesse acontecido, o Exército, hoje, estaria sendo visto de outra maneira. Seria como poder moderador que colocou a casa em ordem e do tipo: ‘estava desorganizada, organizei, mas continua sendo sua (povo).’”

Revolução ou golpe?
Enquanto militares institucionalizaram a palavra revolução e a data oficial da tomada de poder em 31 de março, historiadores defendem que o ato foi um golpe militar e que aconteceu em 1º de abril. Gomes defende que o evento foi uma “revolução democrática”. “A família conclamou a revolução. Articularam uma enormidade de gente na rua em uma época sem internet. E ninguém quebrou vidros ou amassou carros. Eu lembro de ter visto muitas mulheres e crianças à frente”, disse.

Hoje afastado de suas obrigações militares, Gomes é vereador pelo PP. Como ocupante de um cargo eletivo, ele defende o voto. “Eu acho que não é por aí (golpe militar), tem que ter eleições, vá votar, cobre gente decente nos partidos. Militar tem que ficar no quartel.” 

Como começar um discurso com inteligência



Um exemplo de oratória e habilidade política, ocorrido há algum tempo na ONU, fez sorrir toda a comunidade mundial ali presente.

Falava o representante de Israel na ONU: 

- "Antes de começar o meu discurso, quero contar-lhes algo inédito sobre Moisés.
(todos ficaram muito curiosos)...Quando Moisés golpeou a rocha com seu cajado e dela saiu água, pensou imediatamente":

"Que boa oportunidade para tomar um banho!".

Tirou a roupa, deixou-a junto da pedra e entrou n´água. Quando acabou de banhar-se e quis vestir-se, sua roupa tinha sumido!

Os palestinos haviam-na roubado!!!" 

Um representante da Palestina de pronto levantou-se furioso e bradou:

"Que mentira boba e descabida! ...Nem havia palestinos naquela época!!!"

O representante de Israel então sorriu e afirmou: 

"Muito bem... Então, agora que ficou bem claro quem chegou primeiro a este território e quem foram os invasores, posso enfim começar o meu discurso". Se um discurso semelhante fosse aplicado ao Brasil, seria mais ou menos assim:

Em 1.979, os Governos Militares, depois de salvar o Brasil do comunismo, e prepará-lo para um futuro brilhante, com uma grande infraestrutura governamental, resolveram iniciar a abertura política e se retirar totalmente da área política, preparando inclusive uma Lei da Anistia, para perdoar até mesmo aos traidores da Pátria, entre eles muitos assassinos, sequestradores e assaltantes.

Mas o PT roubou toda a minuta desses documentos!!!

Aí, com certeza, uma voz de uma petista, raivosa, diria: MAS EM 1.979 O PT NEM EXISTIA!!!! 






Então podemos afirmar com absoluta certeza de que o PT nada fez para a Democratização e Abertura Política do País, nem para seu desenvolvimento, muito pelo contrário: CONDENOU-O AO ATRASO, À IGNORÂNCIA E À DESONESTIDADE ENTRE SEUS PARES ! 

O Brasil agradece!

Fonte: Texto - Almir J N 
              Imagem Ilustrativa -  http://pt.dreamstime.com 
              Montagem - MSB 

 
 
  


 
 

sexta-feira, 28 de março de 2014

Direitos Humanos


Violência doméstica poderá ser considerada crime de tortura

 

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 6293/13, do Senado, que classifica a violência doméstica como crime de tortura. O crime será caracterizado independente de coabitação entre os envolvidos.

A proposta inclui a discriminação de gênero na Lei de Crimes de Tortura (9.455/97), que define esse tipo de crime como o constrangimento de pessoa “com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental”.

Atualmente, a discriminação racial ou religiosa já é caracterizada como tortura. O texto foi apresentado no relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Violência contra a Mulher, realizada em 2013.
Durante os trabalhos da comissão, as parlamentares constataram que um dos problemas da violência de gênero é exatamente a reincidência, devido à proximidade entre vítima e agressor.

Ainda conforme o levantamento da CPMI, os dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Sistema Único de Saúde (SUS) apontam que a residência consta como o lugar onde ocorrem 69,9% dos casos de violência contra a mulher, enquanto a via pública responde por 18,6% dos episódios.

Participantes da comissão também foram unânimes em ressaltar que o machismo é a principal cauda da violência contra a mulher. Por isso, combater o problema depende de uma mudança cultural.

Tramitação
A proposta tramita em regime especial e será analisada pelo Plenário.

Íntegra da proposta:

PL-6293/2013 

 

Fonte: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/DIREITOS-HUMANOS

 

terça-feira, 25 de março de 2014

Cinco perguntas sobre os limites da atuação das Forças Armadas no Rio




Ex-secretário Nacional de Segurança, coronel José Vicente da Silva Filho responde cinco perguntas sobre a ajuda do Exército na segurança da cidade

Qual é o papel das Forças Armadas numa atuação urbana como agora deve ser vista no Rio?

— É uma força boa para ocupar território. Mas, depois, sua atuação na manutenção deve ser rápida. Ela deve ficar no território dois meses no máximo e deve, em seguida, passar para a força policial do estado a segurança. 

O Exército pode fazer o patrulhamento nesses territórios ocupados?

— Não tem a menor condição de essa estrutura fazer patrulhamento. O potencial de risco para as Forças Armadas e para a população é alto. O militar não está acostumado com certas sutilezas que o policial está acostumado. Como, por exemplo, quando ofendem e jogam pedras nos agentes. O policial tem mais experiência, ele é treinado para avaliar o grau correto de risco e a resposta adequada. Os militares têm um repertório de respostas muito restrito, que é basicamente atirar e não atirar. Conflitos não letais não fazem parte do treinamento. Muitos não sabem que não podem dar tiro numa pessoa que está fugindo. 

Após ocupar o território, como os militares podem apoiar as forças policiais?

— No Complexo da Maré, por exemplo, há várias entradas e as Forças Armadas podem ficar estacionadas nesses locais para apoiar o policiamento, mas com os policiais fazendo o patrulhamento. Eles podem ficar em áreas de controle, nos acessos, mas sem patrulhar e junto com a PM. 

O militares do Exército, então, não podem abordar a população?

— Não. No máximo, o que poderiam fazer é reforçar o patrulhamento. Por exemplo, três militares com cinco policiais na patrulha. Os policiais fazem a abordagem e os militares ficam na retaguarda, fazendo a cobertura. Eles não agem, não abordam pessoas. 

O novo Manual de Garantia da Lei e da Ordem do Ministério da Defesa, editado no fim do ano passado, define esse tipo de atuação?

— Não. Essa atuação está em aberto. De maneira geral, o que a Constituição diz é que quando o estado declara a falência de ação das suas forças policiais ele deve reconhecer por escrito ao presidente da República essa incapacidade de resposta do seu aparato de segurança. A força que comparece ao estado passa, então, a comandar a segurança do estado. É uma situação anômala, de extrema gravidade. Isso seria mais claro de observar numa greve da polícia. Quando se requer uma atuação pontual numa área contra um segmento do crime organizado, entramos num terreno pantanoso, sem muitas definições legais. O manual não têm poder de lei, apenas regulamenta. É para uso interno da força, não pode incluir como ela deve atuar.

FONTE: O Globo   /    Cópia  -  http://www.forte.jor.br